Dicas para parar de procrastinar

A procrastinação é um padrão do qual ninguém está imune e tem sido tema recorrente aqui no ES. Vou colocar os outros artigos caso você se interesse, no decorrer deste aqui, aí você acompanha o que tiver perdido, ok? Hoje falamos sobre dicas para parar de procrastinar.

Tudo começa com um primeiro passo

Escolhi essa foto como imagem do post porque ela é significativa. Quase todos que procrastinam gostariam de não procrastinar, têm pilhas de livros e bibliotecas de kindle sobre o tema, mas… Na hora da prática, optam sempre por repetir o padrão. É exatamente a cena da foto: a gente só acha que está camuflado e escondido no meio do mato, mas tá sendo visto até do drone lá em cima.

Quando estudei sobre Gerenciamento de Tempo com a Vanessa Tacchi (aqui) uma das primeiras coisas que entendi que precisaria fazer era quebrar a super meta em metinhas. Ou seja: se a meta maior era o portal, eu a quebrava em metinhas e ia focada, realizando uma por vez.

É lógico que saindo do raso e indo pro fundo, existem metinhas que cruzam com outras ainda não feitas (de uma próxima fase, por exemplo), e essa eu deixava destacada de alguma forma no planner ou no sistema que uso (já o apresentei em uma das aulas no PoP, minha escola de empreendedorismo) e minhas alunas amaram. 

Ao ver a metinha ser cumprida, a gente ganha fôlego (um pouco aquele lance do sistema de recompensas do cérebro, sabe?) e essa sensação nos estimula a fazer mais e mais assim.

Gerenciar emoções, não apenas o tempo

No outro artigo sobre procrastinação, mencionei minha desconfiança com as máscaras que usamos e disfarçamos com a procrastinação. Pois é.

Os especialistas indicam que procrastinamos não apenas por falta de tempo, mas porque temos dificuldade em administrar nossas emoções. Olha só:

Cada vez que a gente deixa de fazer uma coisa por não sentir-se ‘animado’, ‘na vibe’ e por aí vai, estamos só tampando sol com peneira. Não estamos resolvendo a tal coisa. É aí que a gente tem que colocar atenção total: no por quê. Nomeie o problema: é mesmo procrastinação?

Prevenir é sempre…

É sempre útil. Veja, não estou dizendo para sermos pessimistas. Estou dizendo que ter um plano backup é aliviador. Parte do medo desaparece. A gente redobra a segurança.

É mais ou menos a diferença entre esses dois cenários:

Cenário 1 – Você dar uma palestra. Faz a apresentação na véspera ou no avião/ carro/ ônibus, a caminho do evento e ainda acha engraçado contar isso a alguém. Faz a apresentação todinha, pendurada(o) no arquivo e de repente, pluft. Algo acontece, a apresentação para e você faz aquela cara de empada mal assada diante de uma plateia toda porque não faz a mínima ideia de como continuar já que procrastinou tanto que não se preparou.

Cenário 2 – Você dar uma palestra. Faz a apresentação na véspera ou no avião/ carro/ ônibus, a caminho do evento e ainda acha engraçado contar isso a alguém. Faz a apresentação todinha, pendurada(o) no arquivo e de repente, pluft. Algo acontece, a apresentação para e você para por 1 segundo, toma as rédeas da situação, ainda faz uma piada (dependendo do seu grau de talento, claro) e continua no gogó, leva no improviso sim, interage com a galera porque… fez sua apresentação, revisou com tempo suficiente de saber os objetivos principais a serem atendidos ali. Resumindo: faz bonito.

Quem procrastina tende a se apoiar na justificativa de que depois será melhor ou a criatividade fluirá mais

Quase nunca é assim. 

Considere que quando você identifica um padrão e o momento em que ele grita em você, mais próximo fica de resolvê-lo.

Organizar nossa tarefas e dividi-las em metinhas (ou seja, passos) nos ajuda muito.

Bloqueie estímulos externos

Olha, nesta dica aqui eu posso te assegurar: disparado, é uma das mais importantes. Veja só o caso da amiga aqui: eu tenho 5 negócios, todos nativo-digitais. E ainda administro 2 clientes dos quais sou responsável por mentorá-los digitalmente e fazer a estratégia dos conteúdos deles.

Para cada negócio meu, além do sistema e da agenda impressa, eu tenho um mural na parede da minha sala com um fluxo feito a lápis de todas as etapas a serem cumpridas. Ou seja: para UM post aqui ficar pronto, tenho X atividades correlacionadas.

Sabe quantas vezes me perdi no meio disso tudo até começar a praticar essa dica? Centenas. Era tanta confusão entre visualizar o banner do WhatsApp com alguém querendo falar ‘urgente’, telefone tocando, banner do DM do IG etc que quando eu voltava, não lembrava mais onde estava. Juro, era assim.

Hoje, meu celular fica em ‘não perturbe’ o dia todo. Demiti os clientes que não me respeitavam ou que queriam tudo por 2 reais. Separo janelas a cada hora pra visualizar o Whats e as 12 contas de emails. Também organizo as agendas por dia, entre hora de pesquisa, produção, pautas e redações, gravações, edições e ativações (disparos de posts/ sequências de stories, vídeos etc) e fecho horas por dia para eventuais reuniões online. Quando é necessário reunião presencial (evito ao máximo), deixo a gordura do tempo de deslocamento mais um possível trânsito indigesto – vivo em São Paulo.

Parece pouco mas até a TV ligada ou as inocentes escapadas para as redes sociais podem atrapalhar muito se você é uma pessoa que se distrai com facilidade.

A piada do ‘meu eu do futuro que resolva’ já passou da hora de ser revista. Aliás, dizer isso faz parte do seu repertório? Então…

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